FARINGITE  E LARINGITE

FARINGITE E LARINGITE

PNEUMOLOGIA_Você sabe diferenciar a laringite da faringite?

 

20_PNEUMOLOGIA_01PGVocê sabe diferenciar a laringite da faringite? Ambas são doenças que acometem as vias aéreas superiores e apresentam sintomas muito parecidos. Mas não se engane! Elas são bem diferentes, e é preciso saber distingui-las para um tratamento correto.

A faringite é um processo inflamatório infeccioso que acomete a faringe, que é a parede posterior da boca. Pode ser de origem viral ou bacteriana, e é caracterizada pela dor ao deglutir e pela febre.“Ao exame clínico, notam-se alterações inflamatórias na faringe, caracterizadas por vermelhidão, edema e aparecimento de placas com secreção purulenta. Algumas vezes, o paciente, ao tossir, pode eliminar secreção purulenta”, explica a pneumologista Dayse Queiroga.

Já a laringite é também um quadro inflamatório e infeccioso, mas que tem localização na laringe, órgão mais abaixo da faringe — próximo à corda vocal — só visualizado com a ajuda de aparelhos. Pode ser também de origem viral ou bacteriana, mas ainda encontramos processos alérgicos que podem culminar com o aparecimento da laringite.

“É comum observarmos pacientes com rouquidão acentuada, tosse, às vezes com estridor — a famosa ‘tosse de cachorro’ —, que assusta muitas vezes os pais das crianças acometidas. Os sintomas podem vir acompanhados de febre ou não, dependendo do agente causador”, diz a médica.

Segundo Dayse, essas doenças — quando se têm como agentes etiológicos bactérias e vírus — são contagiosas e transmitidas pelo contato com objetos contaminados, principalmente copos, chupetas e brinquedos. Deve-se ter um cuidado especial quando se leva a criança ao berçário ou creche, observando a existência de outras crianças doentes, pois é muito comum a contaminação nesses ambientes.

“Ainda podemos ter as laringites causadas por refluxo gastroesofágico, ou seja, a hiperacidez gástrica faz o ácido refluir do estômago para o esôfago, atingindo a laringe, levando ao aparecimento da laringite. O diagnóstico deve ser feito por especialista com história clínica do paciente e videolaringoscopia, em que se evidencia a presença do refluxo”, complementa.

Tratamento – O tratamento tanto para a laringite como para a faringite depende do agente etiológico. Se for de origem bacteriana, será à base de antimicrobianos, antibióticos específicos que vão tratar o processo infeccioso. “Ainda pode associar-se com anti-inflamatórios, pois aliviam de imediato o desconforto que a criança apresenta à deglutição, o que a faz muitas vezes recusar a alimentação”, diz Dayse.

Quando o processo é viral, o tratamento é só sintomático, já que o vírus tem um ciclo de vida e desaparece sem uso de medicação. O que se pode fazer, de acordo com a pneumologista, é usar drogas anti-inflamatórias para aliviar os sintomas de dor e febre .

A médica ainda esclarece que a maioria das laringites pode ser de origem alérgica: ou por alergia a algum alimento ingerido ou por alergia a substâncias inaláveis. Por isso, o diagnóstico deve ser dado por especialista e, nesse caso, o tratamento é baseado no uso de anti-histamínicos e corticoides orais.

“O importante é salientarmos que, ao aparecimento dos primeiros sintomas, a criança seja levada ao médico, que é quem será responsável pelo diagnóstico correto e o tratamento eficaz”, finaliza Dayse.

 

 


Dayse

*Dayse de Lourdes Spinola Queiroga é pneumologista e atende na Pulmonar, localizada na Av. Maria Caetano Fernandes de Lima, 225 – Tambauzinho
(83) 3031.3631 | 3031.3639. E-mail: pulmonardiagnostico@hotmail.com