ROBERTA CAMPOS

ROBERTA CAMPOS

MÚSICA_A sorte de ter cruzado o caminho de Roberta Campos em João Pessoa.

Dona de uma voz doce, a cantora mineira Roberta Campos tem cantado e encantado milhares de brasileiros com suas melodias suaves e suas músicas que tocam a alma e os corações de quem tem o prazer e a sensibilidade de ouvi-la. No dia 7 de julho, Roberta desembarcou em João Pessoa com seu show “Todo caminho é sorte” e levou aos sortudos que puderam vê-la uma apresentação artística única, repleta de delicadeza e sonoridade, características que a fazem ser aclamada e aplaudida por onde passa.

O show, trazido pela Liquidificador Produções, aconteceu no Teatro Paulo Pontes, no Espaço Cultural, e contou com músicas já conhecidas do público – a exemplo de “De Janeiro a Janeiro” e “Minha Felicidade” – e canções revisitadas e transformadas por ela, como “Pais e Filhos”, de Legião Urbana, e “Casinha Branca”, imortalizada na voz de Peninha.

Roberta surgiu para o Brasil com seu álbum “Varrendo a Lua”, de 2010. Nele, três músicas foram trilhas de novelas, fazendo-a despontar no cenário musical: “Varrendo a Lua” (Malhação); “De Janeiro a Janeiro” (parceria com Nando Reis e trilha da novela Sangue Bom); e “Minha Felicidade”, tema de abertura da novela Sol Nascente, em 2016). Seu mais recente trabalho – que a trouxe à capital paraibana – foi indicado ao Grammy Latino 2016 como Melhor Álbum de MPB.

Uma das vozes mais marcantes da nova geração da MPB, Roberta Campos segue ganhando o público cativo ao entregar canções simples, autênticas e de grande intensidade emocional. Bebendo direto da fonte da cultura mineira – responsável por revelar grandes artistas, como Clara Nunes, Milton Nascimento, Lô Borges, Skank, Patu Fu, dentre outros – a cantora não nega suas raízes nem esconde que suas maiores influências e inspirações ainda são de Minas. Também revela que pouco mudou em sua essência musical quando passou a fazer parte do mercado fonográfico brasileiro.

Em passagem por João Pessoa, a cantora conversou com a equipe da Acrópolis Magazine e contou, de forma rápida e doce, um pouco sobre sua carreira, suas influências, seus métodos de composição – Roberta é, antes de tudo, uma grande compositora, com centenas de letras escritas – e seu desejo de gravar um DVD.

Confira os melhores trechos da entrevista exclusiva.

Acrópolis Magazine_ É a sua 1ª vez na Paraíba? Já teve contato com algum artista daqui? Chico César, Cabruêra, Elba… Chegou a consumir algo deles?

Roberta Campos_ Sim! A primeira vez na Paraíba! Não tive contato com eles, mas consumi muito, principalmente Chico César!

AM_Sua carreira solo iniciou em 2008. Você gravou o primeiro CD, “Para aquelas perguntas tortas”, de forma independente. De lá pra cá, como foi o processo de migrar para uma grande gravadora e se adequar ao que mercado pedia? Teve que mudar algo no seu estilo?

RC_Foi tudo muito natural! Não mudei nada na minha música, no meu estilo, só tive mais pessoas trabalhando comigo, saí daquele processo solitário e comecei a ter pessoas me ajudando e trabalhando comigo.

AM_Você é de Minas, terra de Milton Nascimento, do Clube da Esquina… Eles são referências na sua musicalidade? Quem mais de lá te inspira?

RC_Nasci em Caetanópolis, cidade de Clara Nunes també. Sempre ouvi muito Clara, através de minha mãe! O pessoal do Clube da Esquina também, amo o Milton, Lô Borges, Beto Guedes, 14 Bis… Sempre fui muito ligada à música de Minas! Ouvi muito também Pato Fu, Skank, Jota Quest…

AM_De quem Roberta Campos é fã?

RC_Sou muito fã dos Beatles, Milton Nascimento, Marisa Monte, Maria Bethania, Coldplay, Bob Dylan…Gosto de tantas pessoas…

AM_Você despontou no mercado com a parceria com Nando Reis, na música “De janeiro a Janeiro”. Como surgiu o convite para cantar com ele? Com quem tem desejo de gravar?

RC_Eu fiz essa canção em 1999, ainda lá em Minas Gerais. Sempre pensei em chamar o Nando para cantá-la comigo, mesmo quando isso parecia muito distante. Em 2010, gravei meu disco “Varrendo a Lua”, comentei com meu produtor que gostaria de chamar o Nando, ele entrou em contato e o Nando foi muito generoso e querido em aceitar o meu convite! Gostaria muito de ter o Milton Nascimento cantando no meu disco!

AM_Esse seu novo álbum – Todo caminho é sorte, que também dá nome ao show que você traz pra gente – foi indicado ao Grammy Latino ano passado como melhor álbum de MPB. Como foi receber essa indicação? O que ela significou na sua carreira?

RC_Foi um dos presentes mais lindos que ganhei! Representa reconhecimento! Tão bom ser reconhecida e ver que as pessoas escutam sua mensagem e estão à recebendo bem.

AM_ Você é uma grande compositora. Tem ideia de quantas músicas já compôs? Algum ritual para compor? Alguma inspiração?

RC_Não tenho um número exato, mas chuto umas 400 canções por aí. Não tenho nenhum ritual! Viver me inspira!

AM_Compor, cantar, sair em turnê… Do que você mais gosta?

RC_Acaba que as coisas se dependem (risos). Canto porque componho, e amo cantar minhas composições para as pessoas. Acho que gosto por igual!

AM_Já tem algo em mente para um próximo trabalho?

RC_Quero muito gravar um DVD!







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